Nesta sexta-feira, 14 de novembro de 2025, foi realizada a 2ª Roda de Conversa: Saúde Mental na Adolescência – Turma 2, com o tema “Quando os adolescentes correm riscos”. A atividade integra o Ciclo de Rodas de Conversa sobre Saúde Mental na Adolescência e o Papel do(a) Agente Comunitário de Saúde (ACS) e aconteceu no Auditório Hésio Cordeiro, na OTICS Botafogo.
A roda foi ministrada pelo psiquiatra do IPUB/UFRJ, Rafael de Oliveira Mendes.

Durante o encontro, foram abordadas questões essenciais para a compreensão dos desafios enfrentados pelos adolescentes, incluindo:
a diferença entre as tristezas comuns da vida e a depressão na adolescência, os motivos que podem desencadear autolesões, e os elementos que nos ajudam a avaliar o risco de suicídio nessa população.
A iniciativa é direcionada aos profissionais da Atenção Primária em Saúde (APS), especialmente aos ACS, que atuam diretamente com adolescentes e jovens em seus territórios, lidando com demandas relacionadas à saúde mental. O encontro ocorre nas Unidades de Saúde Básica, favorecendo a participação dos profissionais e a adequação de suas agendas.

O Ciclo é um produto de pesquisa vinculado à dissertação de mestrado “Construção de estratégias para evitar a rotulação e medicalização precoce em adolescentes e jovens”, desenvolvida no Programa de Mestrado Profissional em Atenção Psicossocial (MEPPSO) do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPUB/UFRJ).
O objetivo da Roda é promover um espaço de discussão e reflexão democrática, estimulando a troca de experiências e o diálogo sobre os desafios enfrentados na travessia da adolescência, os riscos envolvidos nesse percurso e os principais problemas atuais. Além disso, busca evidenciar a importância do trabalho do Agente Comunitário de Saúde na promoção da saúde mental de adolescentes e jovens.












Durante o encontro, os alunos participaram de entrevistas clínicas com pacientes das Clínicas da Família, exercitando suas habilidades de comunicação e escuta qualificada. A proposta teve como objetivo aproximar os estudantes da realidade do cuidado em saúde, promovendo uma prática mais empática, humanizada e centrada no paciente.
A vivência proporcionou reflexões sobre a importância do vínculo, da escuta ativa e do acolhimento nas consultas médicas, reforçando o papel da APS como um espaço essencial de aprendizado e formação profissional.
O encontro foi estruturado em formato de roda de Terapia Comunitária, proporcionando um espaço de escuta, acolhimento e troca de experiências entre os participantes. Durante a roda, foram abordados diversos temas relacionados à saúde mental, como ansiedade, desânimo e outros aspectos que impactam o bem-estar psicológico e emocional.
A iniciativa reforça o compromisso da equipe em promover ações voltadas ao cuidado integral e ao fortalecimento d a saúde mental na comunidade.

